POLÍTICA

"Congresso terá protagonismo que governo abriu mão", diz Kátia Abreu
Senadora e presidente da Comissão de Relações Exteriores endereçou uma "moção de apelo" aos países produtores de vacina; "esperamos reciprocidade", disse

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) afirmou em entrevista à CNN neste domingo (21) que o Congresso Nacional "terá o protagonismo que o governo abriu mão" na busca por mais doses de vacinas contra a Covid-19.  A parlamentar é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado e assinou uma moção de apelo internacional direcionada aos países produtores de imunizantes.

"Não queremos briga, não é hora de oposição, é hora de salvar vidas. O Brasil não é um país pequeno e esperamos reciprocidade neste momento", disse. 

Segundo ela, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), "não tem medido esforços" na criação de medidas e apelos a outros países para aquisição de mais vacinas.

"O governo brasileiro não é apenas o Executivo e, se o Executivo decidiu abrir mão e entrar em polêmicas desnecessárias, o Congresso está aqui. No Brasil, somos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Se o Executivo perdeu a locução diplomática, o Congresso está de pé", disse. 

Alta de casos e mortes e UTIs colapsadas

A senadora também abordou a escalada nos números da pandemia no Brasil. Segundo ela, o país "se transformou em um covidário verdadeiro". 

"Queremos muito saber quem são os amios do Brasil neste momento difícil. Vamos perder muitas vidas e queremos saber quem estenderá a mão para o Brasil. O Brasil nunca faltou ao mundo nos momentos de tragédia. Portanto, queremos uma ação diplomática muito forte", disse a senadora. 

A moção do Congresso, segundo Kátia, será direcionada a todos os países do G-20, à Organização Mundial da Saúde (OMS), OCDE, Parlamento Europeu, Congresso norte-americano, Parlamento do Reino Unido e para Comissões de Relações Exteriores.

"Levaremos nosso clamor por uma questão humanitária, estratégica e geopolítica. Precisamos de solidariedade humanitária para que não nos tornemos um transtorno para o mundo", disse.

 




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