ECONOMIA

Com quase 2 mil demissões, shoppings de Maringá podem fazer novos cortes
As medidas de restrição de abertura, como o impedimento dos fins de semana, têm gerado muitos prejuízos para o setor, segundo o presidente do sindicato, Max Silvestrelli



Após a demissão de quase 2 mil trabalhadores, os shoppings de Maringá podem iniciar uma nova onda de demissões a qualquer momento, segundo informações do Sindicato das Empresas Instaladas em Shoppings de Maringá (Sindesc). 

As medidas de restrição de abertura, como o impedimento dos fins de semana, têm gerado muitos prejuízos para o setor, segundo o presidente do sindicato, Max Silvestrelli, em entrevista concedida à assessoria de imprensa da ACIM. 

“É uma situação caótica, e se assim continuar, vai levar ao fechamento de outras centenas de empregos. Mais de cem lojas foram fechadas, e se não houver a abertura nos finais de semanas, outras dezenas fecharão as portas, o que vai agravar a situação, já que os empresários se juntaram aos milhares de desempregados da cidade”, disse Max Silvestrelli.

A situação deve se agravar nos próximos dias, por causa do vencimento da suspensão de contratos de trabalho, prevista em medida provisória do governo federal, e se não houver mudanças no cenário atual.

Ainda segundo o Sindesc, 1,9 mil profissionais foram demitidos das lojas desde março e com o horário reduzido de funcionamento, esses estabelecimentos registram 40% do faturamento em relação às médias mensais dos últimos anos.

A situação se repetiu no Dia das Mães e Páscoa, que têm grande importância no calendário de vendas do varejo. E agora, com estoque alto e faturamento reduzido, os lojistas temem prejuízo maior com o Dia dos Pais.

Os lojistas de praças de alimentação também estão sentindo as medidas e estão vendendo somente 20% da média normal. 




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