POLÍTICA

Covas anuncia volta do rodízio tradicional e quer antecipar feriados



O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) anunciou a volta do rodízio tradicional no município já a partir de segunda-feira (18).

Em coletiva de imprensa virtual neste domingo (17), ele disse que, apesar de o rodízio ampliado ter tirado mais de 1 milhão de carros de circulação, o índice de isolamento subiu apenas 2 pontos: de 46% para 48%. 

"Por isso, em edição extra do Diário Oficial publicada hoje vamos retomar o rodizio tradicional a que todos estamos acostumados a partir de amanhã [segunda]. Mas isso não pode ser desculpa para as pessoas circularem a vontade pela cidade. Precisamos ampliar o isolamento", afirmou.

Covas disse ser um contrassenso o prefeito da maior cidade do país pedir para as pessoas "pisarem no freio", mas não poderia se omitir diante da situação do novo coronavírus.

"Difícil acreditar que alguns prefiram que a população esteja sujeita a uma roleta russa. Não há outro caminho no momento em que estamos. Antes de pensar em abrir precisamos parar", afirmou, criticando quem defende a flexibilização do isolamento social.

Antecipação de feriados

O tucano disse que precisa ser criativo para buscar novas medidas que estimulem as pessoas a ficarem em casa. E, por isso, ele pedirá aos vereadores que adiantem feriados municipais.

"Estou enviando um Projeto de Lei para a Câmara Municipal apreciar em regime de urgência sobre os dois últimos feriados municipais de 2020: o corpus christi e o da consciência negra" disse Covas.

"Aproveitaremos o fato de que a maioria das pessoas não trabalha em feriados para garantir uma adesão ainda maior ao isolamento social. Teremos, assim, uma pausa forçada para diminuir a circulação de pessoas e ampliar o isolamento."

Ele disse que também vai sugerir ao governador João Doria (PSDB) que faça o mesmo e antecipe o Dia da Revolução Constitucionalista, normalmente comemorado em 9 de julho, para ganhar mais um dia de pausa.

Confira outras medidas já usadas pelo município para tentar reduzir as taxas de contaminação e morte causadas pelo novo coronavírus:

Uso de máscara

Desde o final de abril, o uso de máscara de proteção já era obrigatório no transporte público sob responsabilidade do governo estadual. No começo de maio, a medida foi ampliada para obrigar o nas ruas, em todo o estado.

Assim, as máscaras passam a ser obrigatórias em locais abertos ao público, estabelecimentos comerciais e repartições públicas, para frequentadores e funcionários.

Quem descumprir a determinação pode pagar multa que vai de R$ 276 a R$ 276 mil, além de ficar detido por até um ano. No caso dos estabelecimentos onde for detectada o descumprimento, o local poderá ser multado ou mesmo interditado (total ou parcialmente).

Bloqueio de vias

No começo de maio, a prefeitura determinou que ruas e avenidas fossem parcialmente bloqueadas na cidade para desestimular as pessoas a saírem de casa e, com isso, aumentar a taxa de isolamento social.

O bloqueio ocorreu apenas no horário de pico da manhã, entre 7h e 9h, em quatro vias que ficaram com apenas uma faixa liberada. Ou seja, os motoristas conseguiam passar, mas encontravam congestionamento nos trechos.

A medida se mostrou pouco eficaz e foi suspensa poucos dias depois pelo município. Além dos bloqueios, a prefeitura posicionou blitz educacionais para conversar com a população e distribuir folhetos com informações sobre o novo coronavírus.

Rodízio ampliado

O novo rodízio de veículos foi implementado pela prefeitura no dia 11 de maio. Carros com placas de final ímpar (1, 3, 5, 7 e 9) só poderão circular nos dias ímpares. Os carros com placa final par (0, 2, 4, 6 ou 8) só poderão circular nos dias pares.

Além disso, a restrição passou a valer para as 24 horas de cada dia ante os dois períodos, das 7h às 10h e das 17h às 20h, de antigamente.

Outra mudança foi a ampliação do rodízio para toda a cidade – antes, a medida valia apenas para o centro expandido da capital paulista – e sua aplicação em todos os dias da semana, incluindo sábados e domingos.

Segundo a prefeitura, a mudança – que deve valer enquanto durar a pandemia do novo coronavírus – reduziu em pelo menos 1,5 milhão o número de pessoas circulando de carro na primeira semana de vigência. Também houve o registro de 69 mil pessoas a mais utilizando o transporte público na capital paulista.




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