SAÚDE

Médico perde licença por esculpir assinatura no fígado de pacientes


Imagem: reprodução/internet

Após um longo processo, o cirurgião britânico Simon Bramhall finalmente perdeu sua licença médica e não poderá mais exercer a medicina. O ex-médico protagonizou um caso chocante em 2013, quando foi pego gravando suas iniciais, como uma assinatura, no fígado de dois pacientes que receberam transplantes.

O caso foi revelado pelo jornal britânico The Guardian, que denunciou que Bramhall usava um feixe de argônio, um instrumento que deveria ser usado para cauterizações, para queimar sua assinatura em órgãos que ele tinha transplantado.

O processo de Bramhall mostrou como o corporativismo e a burocracia podem ser benéficos para um médico, mesmo quando ele comete um crime dessa magnitude. A investigação levou quase nove anos, com direito a uma reintegração em 2021, que foi anulada há pouco mais de duas semanas.

Bramhall foi pego após um segundo cirurgião ver sua assinatura no fígado de um paciente, cuja marca ainda não havia cicatrizado. Porém, o mais bizarro é que o médico escreveu uma série de thrillers durante seu processo, os livros foram intitulados de "Histórias de Escalpelamento".

Em um dos contos, ele conta justamente a história de um cirurgião que deixa sua assinatura no fígado de um paciente transplantado, é pego e recebe total desaprovação da opinião pública. Um conto baseado em fatos, livremente inspirado em tudo que Bramhall passou.

Defesa de classe

Porém, isso pode não ser o pior nessa história toda. O hospital em que o médico trabalhava foi um ferrenho defensor dele durante os anos em que ele foi processado. O estabelecimento não viu problemas em estar no centro de um debate sobre se colocar a assinatura em um fígado é realmente tão ruim.

Em 2017, inclusive, um neurocirurgião escreveu um artigo de opinião para o The Guardian, em ocasião da condenação de Bramhall por agressão física. De acordo com o médico, o caso do cirurgião era algo "bobo" e deveria ter sido tratado com mais leveza pelo sistema legal e pela opinião pública.




COMENTÁRIOS







VEJA TAMBÉM