SAÚDE

Covid-19: OMS não acredita em estratégia de vacinação com doses de reforço

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um parecer em que defende que a administração de doses de reforço de vacinas contra a Covid-19 não é uma boa estratégia de imunização. Segundo o órgão, o ideal seria a pesquisa e desenvolvimento de novas vacinas, como uma espécie de atualização das atuais.

No documento, que foi elaborado pelo Grupo Técnico Consultivo da OMS, o sucesso da estratégia de reforço sistemático com aplicação das vacinas de primeira geração é definido como "pouco provável". Para os técnicos, o reforço da vacina original não é sustentável ou apropriado em larga escala.

Novas vacinas são necessárias

O órgão defende que mais vacinas contra a Covid-19 sejam desenvolvidas por universidades e gigantes do ramo farmacêutico. Segundo os técnicos, um cenário com uma ampla oferta de vacinas e grande variedade de imunizantes deve ter grande impacto na prevenção da infecção e transmissão do vírus.

Segundo os técnicos da OMS, o desenvolvimento de novas vacinas também deve ser importante para prevenir casos graves e mortes em decorrência da Covid-19. Apesar de a estratégia de aplicação de doses de reforço ter sido adotada por vários países, ela não é exatamente uma unanimidade entre os países.

Quarta dose carece de dados

Na última terça-feira (11), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) admitiu a aplicação de uma quarta dose de vacina para imunossuprimidos e pessoas vulneráveis. Porém, a agência rejeitou a administração sistemática de doses de reforço para a população em geral.

"Ainda não tivemos acesso a dados relativos a uma quarta dose e gostaríamos de ver estes dados antes de podermos fazer qualquer recomendação", declarou o chefe da Estratégia de Ameaças Biológicas para a Saúde e Vacinas da EMA, Marco Cavaleri.

Segundo o executivo, a agência está bastante preocupada com as estratégias que prevêem a vacinação repetida dentro de um curto período de tempo. "Não se pode realmente dar continuamente uma dose de reforço a cada três, quatro meses", ressaltou Cavaleri.

 




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