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Ninguém quer comprar a Saraiva (e empresa parte para o plano C)

Por Marcos de VasconcellosNinguém quer comprar a livraria Saraiva. Nem seu negócio online, muito menos as lojas físicas. Afundada em dívidas, a rede entrou em recuperação judicial em 2018. Desde março, procura interessados em arrematar suas diferentes unidades de negócios. A busca foi infrutífera e, nesta segunda-feira (13), a empresa apresentou um novo aditamento ao seu plano de recuperação.

A Saraiva queria receber, em março, R$ 190 milhões pelas lojas físicas e R$ 130 milhões pelo e-commerce.  Em agosto, baixou os preços: passou a pedir R$ 113,5 milhões pelas lojas e R$ 90 milhões pelo e-commerce.

Como ninguém apareceu, a empresa pediu uma nova mudança no plano de recuperação: quer obrigar os credores quirografários (em grande parte, os fornecedores) a aceitarem um parcelamento até 2049 ou o pagamento de suas dívidas em ações da companhia.

Quem optar por receber seus créditos em ações, terá que se submeter a um lock-up de três anos. Assim, só poderá vender até 20% de seus papéis no primeiro ano, até 30% no segundo ano e até 50% no terceiro ano. Só depois disso, poderão vender a totalidade dos papéis.

Quem aceitar o parcelamento proposto, terá de topar o seguinte escalonamento:

A rede de livrarias está em recuperação desde 2018, mas apontou que a crise gerada pelo coronavírus a impede de cumprir o que estava combinado.

O aditamento ao plano, que levou ao modelo atual, foi aprovado por seus credores em assembleia e, no dia 5 de março, homologado pela 2ª Vara de Falências e Recuperações de São Paulo.

A crise mundial em decorrência da pandemia do Covid-19 impactou diretamente o ciclo de vendas, diz a companhia, “e ocasionou uma drástica queda de seu faturamento, impossibilitando o cumprimento das obrigações previstas no Plano Original”.

O novo aditamento ao plano ainda precisa ser aprovado em assembleia de credores e homologado pela Justiça.



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