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Kim Rafael


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Lulopetismo: de 580 dias de prisão à 530 dias da eleição



O ativismo judiciário está cada vez mais evidente. Isso por que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 8 votos a 3 pela anulação das acusações que o petista, Luiz Inácio Lula da Silva vinha sendo acusado pelo Ministério Público Federal (MPF), dentro da famosa operação Lava Jato, conduzida pela 13ª Vara Federal de Curitiba.
 
A questão é, se o Moro, o tal juiz parcial, o qual supostamente lhe falta a imparcialidade, é realmente o vilão desta história. Imagina quantos pedidos já se têm no STF, requerendo a soltura das demais “vítima” da operação Lava Jato sob a mesma alegação?
 
Lula vem com forças para as eleições de 2022, e enquanto ele se preocupa com viagens de campanha, o atual presidente, Jair Messias Bolsonaro se mantem ocupado com a CPI (Comissão de Inquérito Parlamentar) da covid-19. Agora resta saber, se a dívida petista, desviadas dos cofres públicos serão pagas. Afinal, os ativistas do supremo avaliaram a parcialidade de um juiz natural, e não os crimes cometidos por ele (Lula).
 
Se houve ou não a ingerência do juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, é fato de que existiu a interferência nas eleições de 2018 e muito mais agora, em 2022. Viu, não sou tão alucinado como pensas.
 
Agora, o mais vergonhoso aos brasileiros cidadãos é conviver com essa turma do barulho, que se fazem de vítimas, menos favorecidas, legitimadas à violação de propriedade, aos detentos membros de facções, lembro-me então, daquilo que Paulo Freire comente em uma entrevista:
 
“Quem me apresentou a Marx foi a dor do povo (...), foi a miséria, a deterioração física, a morte.”[1]
 
Estamos fadados a viver até 2 de outubro de 2022 (data provável das eleições), com discurso de miséria, de vítima, de destruição, de dor, de morte. Quiçá isso mude algum dia, quiçá.
 
Agora, preservar a integridade dos brasileiros é parar com essa distinção errônea que os petistas adoram fazer, diminuindo a capacidade do pobre, e o diferenciando como se eles fossem vítimas de tudo. Existe sim a interferência social, principalmente com o cidadão mais pobre.
 
Mas usar o discurso polarizado de elite vs pobres, é pedir uma guerra civil. Falando nisso, em guerra... onde estavam os subversivos quando viviam no ínterim do período de regime militar? Presos!
 
Lembra do manual do guerrilheiro? Só o Brasil permitiu uma guerrilheira a disputar as eleições presidenciais, com a exceção da Venezuela.
 
Bom, adotando o discurso de salvador da pátria, o tomador de água ardente e ex-presidiário é o mais cotado para buscar um novo recomeço pós-pandemia. Basta saber se o cidadão brasileiro irá permitir. Frisa-se que todo o poder emana do povo – então é a hora de sair do sofá, estender o roupão e parar de reclamar. Ôhhh povo que gosta de reclamar.
 
LUTE! A guerra só começou.
 

[1] (CORTELLA, M. A.; VENCESLAU, P. T. Memória: entrevista com Paulo Freire. Revista Teoria e Debate, ano 4, n. 17, jan/mar. 1992), p. 197 – DESCONTRUINDO PAULO FREITE, Thomas Giulliano.

Imagem: dagobah.com.br/ent...o-no-mesmo-modo/

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